quinta-feira, setembro 15, 2005

medinhos

Porque de repente se espera apenas o já, e digo espero porque é algo que está além da minha vontade de qualquer coisa, ninguém compreende, eu sei, mas olho para minha vida e essa solidão de monge tibetano e penso, faço ou não amigos ? mas como faze-los ? como encontra-los?

A meses me pergunto a mesma coisa. Ironicamente, percebo-me igual desde o dia em que comecei a me fazer essas perguntas. Ontem tive vontade de sai. Pensei em chamar alguém e notei que não tinha ninguém. Meu amor esta a alguns kilometros, e a semana ficou longa.

Por isso deixei tombar as muletas da solidão que me sustentavam, pois ainda não sei andar sem elas e fica a sensação louca absurda egoísta e vulgar de sentir o universo inteiro existindo dentro do meu estômago, pulsando, pulsando, pulsando, enquanto distribuo a todos dentes fartos e insossos de quem aprendeu a chorar sorrindo, porque quando há dor, é sempre tão minha e só minha e de mais ninguém.

Queria um amigo. Não sei como plantar. Tenho medo, timidez e sei la mais o que...

Ameaço abrir a boca, mas não espero ouvintes atentos, microfones, aguardo somente que tímidos vaga-lumes encostem suas bundas luminosas e frias na minha face e sussurrem que tudo está claro, tão claro e não percebo, basta olhar...

Estou na fase mais promissora profissionalmente da minha vida e não tenho ninguém para partilhar isso.

Do que adianta ter o mundo ? e não ter amigos?

Hoje ao abrir o fogão que não sei porque cargas d’ agua explodiu no meu rosto. Estava sozinha em casa. E realmente tive medo daquelas chamas, de não ter ninguém para me socorrer..

Final só ficou o susto e alguns pelos a menos como as sobrancelhas e os cílios que diminuíram..

Queria que a minha fé nas pessoas aumentasse.

4 comentários:

Anderson disse...

Os melhores amigos simplesmente aparecem, Abraço.

Thai^^ disse...

Amigos bons são os que surgem sem muito esperar e fazem de você uma pessoa melhor.
Estou aqui, hein?
=)

Um beijinho, querida^^

Verô disse...

Oi minha linda! Puxa que tristeza é essa? E que solidão tamanha foi essa que veio sobre vc? Eu sei que não serve muito de consolo, mas, vc escreve e quando se está só e pode se escrever é básico, essencial, meio sobrevivência. Muitas vezes tenho me sentido extremamente só tb, sabe o que faço? Finjo que não estou. Converso comigo, saio sozinha, dou uma gargalhada pra mim mesma, e me digo que vai passar... sabe que acho que funciona? Pode parecer coisa de maluco, mas, tende a dar certo... se quiser tentar...
No mais espero que esteja bem e ó, gosto demais da sua casinha, viu? Que por tabela é um big-pedaço seu, então, gosto de vc e então uma amiga vc já tem, mesmo que virtual.
Bj no seu coração.

Carolina disse...

Outro dia escreveu coisas lindas para mim, no orkut, palavras que mto me supreenderam e me fizeram pensar que aqueles encontros, o físico, rápido e sem mto jeito (da minha parte, ao menos)e o virtual, aqui nesses mundinhos onde construimos e gritamos nos sonhos, tinham me dado uma amiga. E não uma amiga de escola ou de trabalho, mas uma amiga de compartilhar, de chorar, de rir, de se abrir, de dizer o que se sente sem medo de nada. Sei como é ruim acordar e não ter para quem dizer como foi bom ter lido aquele livro, ou que o dia está bonito e gostaria de ir ao parque. Fui me acostumando a estar só e tenho sentido, como você, vontade de compartilhar as coisas incríveis que estou sentindo e fazendo. Fiz alguns amig@s muito especiais, e vc é uma delas. Mesmo que virtualmente. Adoro quando vc comenta o que escrevi. Sempre me dá uma puta força. Leio pensando em vc, na imagem que tenho guardadinha na minha cabeça, o seu sorriso, sua presença. Vc já me conhecia, já me lia, e eu ainda não tinha te descoberto. E quando tive o prazer disso, adorei!
Bjos